segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Phiona é uma miúda de 16 anos. Nasceu no Uganda, numa favela, Katwe. Quando tinha nove anos, PhionaMutesi foi apresentada a um ex-jogador de futebol, Robert Katende. Ele mostrou-lhe um jogo tão estranho que nem sequer tinha um nome no idioma em que ela se expressava: xadrez. Ela sentiu-se atraída pelas figuras das peças. Começou a jogar. Sete anos depois, tornou-se rainha. A história dela deu um livro. A história dela faz sonhar. Tim Crothers é um jornalista norte-americano que desenterrou Phiona do anonimato. Escreveu um longo perfil, publicado há um ano, no site do canal desportivo ESPN. O texto tornou-se viral. Despertou sentimentos. Puxou pelas atenções. Crothers descreve assim o ponto de partida desta rapariga que fintou tanta fatalidade: “Phiona Mutesi é o expoente dos que nunca são favoritos. Ser-se africano é estar em desvantagem no mundo. Ser-se do Uganda é estar em desvantagem em África. Ser-se de Katwe é estar em desvantagem no Uganda. E ser-se mulher é estar em desvantagem em Katwe.” Katwe é o maior dos oito bairros pobres de Kampala, capital do Uganda. Crothers definiu-o como um dos piores lugares do mundo. Não há saneamento e há insectos por todo o lado. Um antro de pobreza, onde ir à escola é mais do que um luxo. É uma miragem para a maioria. “É um lugar onde toda a gente está em movimento, mas ninguém sai dali. Diz-se que se nasceste em Katwe, hás-de morrer em Katwe, de doença, violência ou negligência”, descreve Crothers, que transformou o longo artigo num texto ainda maior e lançou, há dois meses, um livro sobre Phiona: The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster. A Disney já comprou os direitos. O livro inspira-se no artigo original. Há um pequeno documentário sobre ela no Youtube. Phiona levantava-se todos os dias às 5h e andava duas horas para encher um recipiente com água potável. Com nove anos, conheceu Robert Katende, que lhe apresentou o xadrez. Isso foi em 2005. Ela passou a andar seis quilómetros por dia para jogar aquele jogo. O responsável por esta paixão era um ex-futebolista, de 28 anos, que julgava proteger crianças de um futuro nada risonho através do xadrez. Em Katwe, descreve Crothers, o valor da mulher é o valor do sexo e dos filhos que gera. Metade das adolescentes são mães. Muitos habitantes estão contaminados com o vírus da sida — doença que matou o pai de Phiona, quando esta tinha três anos. No espectro de uma derrota, por vezes surgem jogadas de mestre. Assim foi a iniciativa de Robert Katende. Phiona regressou à escola graças a uma bolsa. Sonha ser médica e chegar ao topo da carreira no xadrez, com o título de grande mestre. Nas Olimpíadas do xadrez, em Outubro, tornou-se candidata a mestre. O instinto de sobrevivência de uma vida ainda curta no Uganda, serviu-lhe também no tabuleiro.

sábado, 16 de junho de 2012

o país maravilhoso...

(inc) A terra das quinas ganhou na eleiçao das sete maravilhas do mundo moderno... Infelizmente nenhuma destas 7 maravilhas foi eleita por cá, mas com obvio olhar para a promoção, demonstração do bom que temos por cá. Ouve a eleição das maravilhas naturais, gastronomicas, praias ... e deu muito resultado!
Com muita alegria, mandaram-me uma reportagem feita pela TVE (um canal espanhol), com uma descrição interressantissima sobre as belezas do seu pais vizinho... http://www.rtve.es/alacarta/la2/ultimos/index.html#659940
bla

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Leonardo Da Vinci: anatomista

Intitulado por muitos como o mais genial de sempre, e que se destacou em varias areas, irao ser demonstrados alguns dos seus detalhados desenhos da anatomia humana.
Sera exposto em Londres no palacio de Buckingham na Galeria da Rainha de Maio a Outubro .

domingo, 13 de março de 2011

Para já, só ainda estamos "á rasca"... podemos bater no fundo se continuarmos assim!

GERAÇÃO Á RASCA - culpa nossa ou dos governantes?
Para muitos, estamos muito mal governados..
A sofrer de más politicas!
Verdade! Mas não passemos as culpas todas para o GOVERNO.
Há muitas coisas que tem que ser mudadas por nós e temos que ser mais flexiveis de modo a entender essas mudanças e as ultrapassarmos!
Como por exemplo, aqueles empregos do antigamente que duravam a vida toda e que era certo e bem pago! Hoje em dia já não é assim!! Actualmente é tudo muito mais flexivel...
Sou eu, tu, nós que sofremos...
Estamos a viver de uma forma "desapropriada". Vou passar a explicar-me.
A situação é alarmante, porque os cursos superiores, os mestrados, estão a niveis altissimos e não existe mercado que absorva tantos "habilitados"...
Achamos que temos direito a mundos e a fundos... Créditos mal-parados,...
Há um cem numero de razões que vou tentar aglumerar e apresentarei-as aqui.
Queremos obter empregos estáveis e que sejam a horas "públicas"...
A situação que se está a viver agora, já podia ter sido prevista e soluçionada pelo GOVERNO... E a situação agravou-se como nem todos podem ser engenheiros, nem professoes, nem enfermeiros, nem doutores... E claro, andam desempregados,a recibos verdes, créditos mal-parados,e andam pelo país todos os anos a "saltar" de norte a sul...
Pensem bem... Vou aqui um texto dum mail que me mandaram e é bem demonstrativom daquilo que se está a passar...

As culpas e as soluções, não podem só vir duma parte. Temos que trabalhar todos para o mesmo!!

A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.

Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.
Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.
Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.
Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.
Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.
Foram trabalhar..

Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.
Foram taberneiros.
Foram carvoeiros.
Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcaão.
Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.
E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.
Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.

E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.
E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.

Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Preciso de mim.
Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.

O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.

E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.
Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções.
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.
Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.
Mexam-se.
Trabalhem.
Ganhem dinheiro.

Na loja do Shopping.
Porque não ?
Aaaahhh porque é Doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não.
Mas dá algum dinheiro.
E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".
O tal que dá status.

O meu pai e tios fizeram bolas de À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou à casa de banho e passa-me.